- por Nedisson Gessi
A expressão "Não é cargo, é Skill" vem ganhando cada vez mais força no mercado de trabalho atual, e reflete uma mudança significativa na maneira como as empresas enxergam e valorizam as habilidades dos profissionais.
Antigamente, a busca por cargos específicos era a principal preocupação dos candidatos a empregos, e as empresas costumavam contratar funcionários para preencher posições pré-determinadas. No entanto, essa abordagem está se tornando obsoleta em um mundo cada vez mais dinâmico e em constante transformação.
Atualmente, as empresas estão buscando profissionais que possuam habilidades específicas, independentemente do cargo que ocupam ou do título que carregam. Isso se deve em grande parte às mudanças tecnológicas e à necessidade de se adaptar rapidamente às novas demandas do mercado.
Por exemplo, um profissional que tenha conhecimentos em inteligência artificial pode ser uma excelente adição para uma equipe de marketing, mesmo que a vaga não esteja explicitamente relacionada a essa área. Da mesma forma, um funcionário que tenha habilidades em liderança e gestão pode ser útil em diferentes áreas de uma empresa.
Por isso, é cada vez mais importante que os profissionais invistam em desenvolver habilidades variadas, e não se prendam exclusivamente a um determinado cargo ou área de atuação. É preciso estar sempre em busca de novos conhecimentos e se adaptar às mudanças do mercado, para se destacar em um cenário cada vez mais competitivo.
Dessa forma, a expressão "Não é cargo, é Skill" vem se tornando uma espécie de lema para os profissionais que buscam se destacar no mercado de trabalho atual. Afinal, o que importa não é o título que você carrega ou o cargo que ocupa, mas sim as habilidades que possui e a capacidade de se adaptar às novas demandas do mercado.
Essa mudança na maneira como as empresas enxergam os profissionais também traz novas oportunidades para os trabalhadores. Afinal, não é mais necessário estar preso a um cargo ou área de atuação específica, e sim desenvolver habilidades que possam ser úteis em diferentes contextos.
Além disso, essa abordagem também permite que as empresas formem equipes mais diversas e inclusivas, já que as habilidades dos profissionais são levadas em conta de forma mais abrangente. Isso ajuda a criar ambientes de trabalho mais colaborativos e criativos, onde os profissionais podem trabalhar juntos para alcançar objetivos comuns.
Por outro lado, essa mudança também traz novos desafios para os profissionais, que precisam estar sempre em busca de atualização e desenvolvimento de novas habilidades. Isso pode exigir investimentos em cursos, treinamentos e outras formas de capacitação, além de um esforço constante para se manter atualizado em relação às mudanças do mercado.
No entanto, os benefícios de investir em habilidades são inúmeros, tanto para os profissionais quanto para as empresas. Os profissionais que desenvolvem habilidades variadas tendem a ser mais valorizados pelo mercado de trabalho, além de terem mais oportunidades de crescimento e desenvolvimento de carreira. Já as empresas que valorizam as habilidades de seus funcionários tendem a ser mais inovadoras, competitivas e adaptáveis às mudanças do mercado.
Para se preparar para esse cenário em que as habilidades são mais valorizadas do que os cargos ou títulos, o ensino superior deve adotar uma abordagem mais prática e orientada para o desenvolvimento de habilidades, em vez de se concentrar apenas em teorias e conceitos.
Isso significa que as instituições de ensino devem oferecer oportunidades para que os estudantes possam colocar em prática as habilidades que estão aprendendo, em projetos e situações reais, em vez de apenas em exercícios teóricos em sala de aula.
As instituições também podem se beneficiar de parcerias com empresas e outras organizações, para que os estudantes possam ter acesso a oportunidades de estágio, mentoria e outros programas de desenvolvimento de habilidades em um ambiente real de trabalho.
Além disso, o ensino superior pode adotar uma abordagem mais personalizada e flexível, que permita que os estudantes possam escolher as disciplinas e cursos que são mais relevantes para suas habilidades e objetivos de carreira, em vez de seguir um currículo pré-definido.
Outra estratégia que pode ser adotada é a incorporação de tecnologias e recursos digitais que permitam que os estudantes possam aprender de forma mais flexível e acessível, em qualquer lugar e a qualquer momento.
Por fim, para se preparar para um cenário em que as habilidades são mais valorizadas do que os cargos ou títulos, o ensino superior deve adotar uma abordagem mais prática e orientada para o desenvolvimento de habilidades, oferecer oportunidades para que os estudantes possam colocar em prática o que estão aprendendo e se tornar mais flexível e personalizado, permitindo que os estudantes escolham as disciplinas e cursos mais relevantes para suas habilidades e objetivos de carreira.