- por Rita Drumond
Vivemos num país que está envelhecendo rápido — mas isso não significa que estamos ficando parados. Pelo contrário. Cada vez mais pessoas estão descobrindo que a maturidade é um ponto de virada: quando a vida deixa de ser contagem regressiva e passa a ser campo aberto de possibilidades.
É aqui que nasce Rejuvelhecer.
Rejuvelhecer não tem nada a ver com juventude eterna.
Tem a ver com atitude eterna.
É uma escolha diária de curiosidade, propósito e reinvenção — três músculos que, quando trabalhados, mantêm qualquer pessoa em movimento, independente da idade inscrita no documento. É o oposto da acomodação. É o contrário do “já estou velho pra isso”. É o convite para continuar aprendendo, experimentando e vivendo de forma inteira.
Na minha palestra, eu provoco um deslocamento necessário:
envelhecer não é um limite; é um ativo.
E quando alguém decide “rejuvelhecer por dentro”, algo muda imediatamente.
O olhar volta a abrir portas.
A experiência se transforma em vantagem competitiva.
A adaptação fica mais rápida.
A vida ganha direção.
Também falo sobre mitos que ainda travam muita gente — o mais famoso deles: “velho não aprende”. Aprende sim, e aprende muito. Aprende diferente, com mais repertório, mais contexto e mais propósito. E quando isso encontra ambientes que valorizam longevidade, o resultado é potência.
Há um ponto essencial que costumo reforçar:
gestores ganham muito quando têm profissionais assim no time.
Gente madura, curiosa, que transita entre gerações, que resolve problemas com profundidade e sustenta cultura. São pontes vivas entre passado, presente e futuro.
E os profissionais ganham ainda mais:
Mantêm relevância.
Criam novas oportunidades.
Escrevem capítulos inéditos mesmo em cenários que mudam o tempo todo.
No fim, Rejuvelhecer é isso: transformar longevidade em potência — e movimento em futuro.
É lembrar que a vida continua chamando.
E que cada chamado é chance de começar de novo, melhor do que antes.